segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O ego

Costumava ver-te num alto de um penhasco, de longe, quando a lua se mostrava, soltares o teu grito possante! Gostava de subir ao teu território, mas não sabia os caminhos secretos que serpenteavam pela encosta… Esperei que tivesses fome, deixei que visitasses o sopé da montanha, no teu tempo… E vieste, cheio de dor, com fome, sedento de afecto. Vieste arisco, cheio de força. Deixaste ver-te o olhar, mostraste as feridas mais escondidas, e subiste a encosta, olhando por cima do ombro! Agora aprendi o caminho até meio da montanha…e percorro a distancia todos os dias, na esperança de te vislumbrar por entre as sombras dos penhascos… E tu vens, amigável, não só quando a luz se mostra, mas vens de riso empunhado, apareces cauteloso, quase que te toco…mas não. Tocar-te podia acossar-te a fuga…assim ali ficamos à distancia segura do quase tudo!