sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O ego

Perdi-te em lugar nenhum, encontrei-te em todos os lados em que não estive… Agarrei-te com a garra que pude, perdi sangue em teu nome, rastejei no teu rasto em busca do teu cheiro! Bebi o luar e mais o frio gélido da noite à procura de ti! Farejei ruas estreitas cheias de gente vazia em busca da tua presença! Já ali não estavas mas o teu cheiro ainda fumegava, quente, naquelas paredes! Não desisti! Hei-de encontra-te quando o meu querer saciar com o teu olhar, um qualquer que tenhas nesse instante! Não te perdi! Porque antes de te encontrar já eras meu, tão meu, que se confunde o limite que és tu! Não te perdi porque te encontro a cada virar de página da minha lembrança! E isso ninguém consegue arrancar-me, aquele pedaço de ti que já sabes de mim!