Bato à porta, pedi licença para entrar, disseste-me que não, referiste que a casa era o teu refúgio e que jamais ousasse passar da soleira!
Fiquei triste, mas com a negação acossaste-me a curiosidade, despertaste-me o interesse e não consegui ir embora!
Fiquei a espreitar-te da janela, a observar cada segundo de ti com a avidez de quem sabe que no próximo segundo não estarás!
Dia após dia, permaneci ali, na janela às portas de ti, espreitando o que és, o que fazes, o que mostras e até o que escondes!
Conheço-te tão bem…E nunca passei da soleira da tua porta!
