domingo, 11 de abril de 2010
São voltas e voltas, no mesmo ponto da vida!
Talvez me queiras dizer que te cansaste,
que já não reconheces a cara no reflexo de um copo numa esplanada do bairro
ou o sorriso que te aflora na espera do metro …
Talvez me queiras dizer que tudo tem um fim e que nada se repete,
que os sonhos ficam dissolvidos nas pregas da almofada e vão,
esgoto abaixo mixados na espuma do gel no teu banho matinal …
Talvez me queiras dizer que não tens tempo para as brincadeiras dos tempos do banco de escola,
e que desse tempo apenas recordes o quão eu era infantil em tudo o que fazia …
Talvez queiras dizer outra coisa mais,
por entre os silêncios que meço em impulsos de chamadas nocturnas na outra margem …
Eu, por outro lado não acredito em finais de estrada e carrego sonhos ate as margens das minhas esperas, e estas sempre reflectida naquele copo da esplanada do bairro, sentas-te ao meu lado no banco do carro, até nos meus maiores medos me piscas o olho encorajador …
Que queres? Alguma vez te disse que tinha deixado de ser menino? Não te disse sempre que pulsas em mim!